Disputa por terras: 31 anos depois, mulher é condenada por homicídio ocorrido na zona rural de Palmas
Trinta e um anos após o homicídio de Alimonio Rodrigues da Silva, Orminda Lídia de Morais Leite foi julgada e condenada a 19 anos de prisão pelo Tribunal do Júri de Palmas. O julgamento ocorreu na última quinta-feira (17), e a decisão acolheu a acusação apresentada pelo Ministério Público do Tocantins (MPTO).
A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado. Após o julgamento, Orminda Lídia saiu presa do plenário.
A acusação foi sustentada pelo Núcleo do Tribunal do Júri do MPTO (MPNujúri). O processo passou por diferentes etapas, medidas e recursos ao longo de mais de três décadas até chegar ao julgamento.
Crime ocorreu na década de 1990
Segundo a acusação apresentada pelo MPTO à Justiça, o homicídio ocorreu na década de 1990, em meio a uma disputa pela posse de terras na zona rural de Palmas.
À época da instalação da Capital, Orminda Lídia era proprietária de uma extensa área de terras na região. O processo envolveu quatro denunciados. Segundo o MPTO, dos quatro, apenas Orminda Lídia permanece viva.
Ainda conforme a acusação, Antonino Gomes Pereira foi apontado como o responsável pelos disparos que atingiram Alimonio Rodrigues. O crime teria sido encomendado por Evanira Aparecida Lázaro de Morais, Vlamir Ferreira Gonçalves e Orminda Lídia.
De acordo com a denúncia, a vítima teria sido atraída para uma pescaria e, durante o trajeto, foi atingida por dois disparos de arma de fogo.
Condenação
Ao final do julgamento, o Tribunal do Júri condenou Orminda Lídia a 19 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. Ela deixou o plenário já presa.
O D12News não conseguiu contato com a defesa de Orminda Lídia para obter um posicionamento sobre a condenação. O espaço permanece aberto para manifestação.