Laurez diz que Tocantins precisa de novo ciclo de desenvolvimento após Caged apontar queda na geração de empregos e na competitividade
O vice-governador e pré-candidato ao Governo do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), afirmou que os indicadores recentes sobre emprego e competitividade comprovam que o Estado precisa iniciar um novo ciclo de crescimento baseado na industrialização, inovação e tecnologia. Para ele, esse é o propósito da 5ª Frente de Desenvolvimento, proposta que defende para ampliar a geração de empregos e aumentar a competitividade da economia tocantinense.
Os dados do Novo Caged mostram que o Tocantins encerrou maio de 2026 com saldo negativo de 743 empregos com carteira assinada, resultado de 10.808 admissões e 11.551 desligamentos. O pior desempenho foi registrado nos setores de Serviços (-415 vagas), Agropecuária (-393) e Comércio (-167). Apenas a Construção Civil apresentou saldo positivo, com 324 novos postos de trabalho.
Ao mesmo tempo, o Ranking de Competitividade dos Estados 2025, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), mostra que o Tocantins caiu da 15ª para a 18ª posição nacional. O dado que mais preocupa, segundo Laurez, é o fato de o Estado ocupar a 27ª e última colocação em inovação, justamente em um momento em que tecnologia e conhecimento impulsionam as economias mais desenvolvidas do país.
"O Tocantins tem um enorme potencial econômico, mas os indicadores mostram que estamos deixando passar oportunidades. Não basta produzir matéria-prima; precisamos industrializar, investir em inovação e transformar conhecimento em desenvolvimento. Essa é a essência da 5ª Frente de Desenvolvimento", afirmou.
Laurez lembrou que o Estado aparece na segunda colocação nacional em potencial de mercado, demonstrando capacidade para atrair investimentos e expandir sua economia. No entanto, avalia que esse potencial precisa ser convertido em mais empregos, renda e oportunidades para a população. "Temos localização estratégica, uma agropecuária forte, riqueza mineral, energia de qualidade e capacidade para crescer muito mais. O desafio é fazer com que esse potencial se transforme em indústrias, empresas de tecnologia, pesquisa, inovação e empregos qualificados. É isso que vai manter nossos jovens no Tocantins e gerar prosperidade para todas as regiões."
Mais desafios
O vice-governador também chamou atenção para os desafios apontados pelo levantamento nas áreas de infraestrutura, qualificação da mão de obra e eficiência da máquina pública, fatores que, segundo ele, reduzem a competitividade do Estado.
"A 5ª Frente de Desenvolvimento propõe um novo modelo de crescimento. Precisamos criar um ambiente favorável para atrair investimentos, fortalecer parques industriais, aproximar universidades e setor produtivo, incentivar startups e utilizar a tecnologia para aumentar a produtividade da nossa economia. Não podemos aceitar que o Tocantins seja o último colocado em inovação quando temos potencial para estar entre os melhores do Brasil."
Os dados do Caged e do Ranking de Competitividade apontam na mesma direção, POIS o Tocantins precisa diversificar sua economia e agregar valor à produção local. "Os números deixam claro que o Estado precisa abrir um novo ciclo de desenvolvimento. A 5ª Frente de Desenvolvimento representa esse caminho, unindo industrialização, tecnologia e inovação para gerar empregos, aumentar a competitividade e construir um Tocantins preparado para o futuro".