Polícia Federal faz megaoperação no Tocantins e mais 11 estados contra preços abusivos de combustíveis em meio à crise no Oriente Médio

Por Redação em 27/03/2026 09:07 - Atualizado em 27/03/2026 09:07
ESTADO/TOCANTINS
Polícia Federal faz megaoperação no Tocantins e mais 11 estados contra preços abusivos de combustíveis em meio à crise no Oriente Médio
Foto: PF/Divulgação

A Polícia Federal (PF) realiza, nesta sexta-feira (27), uma operação para reforçar a fiscalização em postos de combustíveis em diferentes regiões do país. A ação tem como objetivo combater possíveis reajustes indevidos nos preços, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio. As informações são do Site G1, da Globo. 

São eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Minas Gerais, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins e Goiás.

Ao todo, agentes atuam simultaneamente em 12 estados, com apoio da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.

De acordo com informações do G1, distribuidoras e postos têm ampliado suas margens de lucro mesmo após medidas anunciadas pelo governo federal para conter os efeitos da alta do petróleo no cenário internacional.

Nas últimas semanas, o governo adotou uma série de ações, como:


- Isenção de impostos federais (PIS e Cofins) sobre o diesel
- Aumento do imposto de exportação sobre o petróleo
- Concessão de incentivos financeiros a produtores e importadores
- Intensificação da fiscalização para garantir o repasse das medidas ao consumidor

Apesar disso, levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais aponta que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens de lucro aumentaram, em média, mais de 30% em combustíveis como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

Enquanto isso, os estados têm resistido em reduzir o ICMS sobre os combustíveis. O tema segue em debate, e o governo federal realiza, nesta sexta-feira, uma nova reunião coordenada pelo Ministério da Fazenda para discutir propostas de compensação.

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