Greve no transporte coletivo provoca superlotação nas estações de Palmas e deixa passageiros sem ônibus

Por Dermival Pereira em 03/11/2026 08:13 - Atualizado em 03/11/2026 08:19
ESTADO/TOCANTINS
Greve no transporte coletivo provoca superlotação nas estações de Palmas e deixa passageiros sem ônibus
Foto: Stefani Cavalcante/g1

A greve dos motoristas do transporte coletivo de Palmas, iniciada na madrugada desta terça-feira (3), já provoca superlotação nas estações da capital e dificuldades para os passageiros que dependem dos ônibus para se deslocar pela cidade. As informações são do site G1, da Globo. 

A paralisação começou às 4h e foi anunciada pelo Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transportes Rodoviários e Operadores de Máquinas do Estado do Tocantins (Simtromet). Segundo a entidade sindical, a decisão foi aprovada pela categoria durante assembleia realizada no dia 23 de outubro.

O movimento tem como principal reivindicação o pagamento do piso salarial previsto na Convenção Coletiva de Trabalho de 2026. De acordo com o sindicato, a empresa Sancetur não apresentou uma nova proposta nas negociações mediadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que se arrastam desde junho.

Por se tratar de um serviço essencial, o Simtromet informou que pelo menos 30% da operação deverá ser mantida durante a greve. As linhas e os horários dos ônibus que continuarão circulando serão divulgados nos canais oficiais da entidade.

Além da questão salarial, os trabalhadores cobram melhorias nas condições de trabalho, incluindo a instalação de banheiros e bebedouros nos pontos finais e nas estações.

A categoria também reivindica o fim de descontos considerados indevidos nos contracheques e no vale-alimentação, além do cumprimento da jornada de trabalho e dos intervalos previstos na legislação.

Enquanto não há um acordo entre os trabalhadores e a empresa, os passageiros já enfrentam os efeitos da paralisação, com estações lotadas e dificuldades para conseguir embarcar nos ônibus.

A prefeitura de Palmas e a empresa Sancetur ainda não se posicionaram sobre a paralisação. 

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