Mulher relata novas ameaças durante audiência, e MPTO pede prisão preventiva de investigado em Araguaçu

Por Redação em 03/09/2026 09:34 - Atualizado em 03/09/2026 09:37
ESTADO/TOCANTINS
Mulher relata novas ameaças durante audiência, e MPTO pede prisão preventiva de investigado em Araguaçu
Foto: Divulgação

O relato de novas ameaças feito por uma mulher durante uma audiência judicial levou o Ministério Público do Tocantins (MPTO) a adotar medidas imediatas para reforçar a proteção da vítima. Mesmo sob medidas protetivas de urgência, ela afirmou ter voltado a ser procurada e ameaçada pelo investigado.

O caso ocorreu durante uma audiência de instrução e julgamento realizada na última quinta-feira (27). Na ocasião, a vítima relatou os novos episódios de violência e apresentou vídeos relacionados às ocorrências.

Diante das informações apresentadas, o promotor de Justiça Jorge José Maria Neto orientou a mulher a comparecer à Promotoria de Justiça de Araguaçu. Após analisar os relatos e as provas apresentadas, o representante do MPTO requereu à Justiça a prisão preventiva do investigado.

Segundo o Ministério Público, os novos fatos podem configurar os crimes de descumprimento de medida protetiva, ameaça e coação no curso do processo.

Escalada da violência

Na manifestação encaminhada à Justiça, o MPTO aponta que os episódios são recentes e indicariam uma possível escalada da violência, mesmo com medidas judiciais de proteção já em vigor.

O órgão sustenta que as medidas anteriormente determinadas não teriam sido suficientes para impedir novas aproximações, ameaças e tentativas de intimidação contra a vítima.

Por isso, o Ministério Público considera necessária a prisão preventiva como forma de preservar a integridade da mulher, garantir a regularidade da instrução processual e assegurar o cumprimento das decisões judiciais.

MPTO pede reforço na proteção da vítima

Além do pedido de prisão, a Promotoria também adotou medidas voltadas à proteção da mulher fora do processo judicial.

Entre as providências, foi solicitado que a vítima seja imediatamente incluída no programa Patrulha Maria da Penha, para reforçar o acompanhamento e a fiscalização das medidas protetivas.

O MPTO também requereu o encaminhamento da mulher à rede municipal de assistência social, com oferta de acolhimento e atendimento psicológico.

As medidas buscam fortalecer a rede de proteção e interromper o ciclo de violência, com atuação integrada entre o sistema de Justiça e os serviços de atendimento à mulher. (Fonte: MPTO).

Comentários (0)