Fim de uma era: Anatel anuncia retirada dos orelhões das ruas de todo o Brasil; veja quantos ainda existem no TO

Por Dermival Pereira em 21/01/2026 08:20 - Atualizado em 21/01/2026 08:58
BRASIL/MUNDO
Fim de uma era: Anatel anuncia retirada dos orelhões das ruas de todo o Brasil; veja quantos ainda existem no TO
Foto: José Cruz/Agência Brasil

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) anunciou que os orelhões – os tradicionais telefones públicos que foram símbolo da comunicação urbana por décadas – começarão a ser definitivamente retirados das ruas de todo o país a partir de janeiro de 2026, marcando o fim dessa era no Brasil. Atualmente, cerca de 38 mil aparelhos ainda estão espalhados pelo território nacional, entre os que estão ativos e os que precisam de manutenção.

Quase indispensáveis entre as décadas de 1970 e início dos anos 2000, os orelhões tornaram-se praticamente obsoletos com a popularização dos celulares e smartphones. A retirada em massa dos aparelhos ocorre após o fim, no ano passado, das concessões do serviço de telefonia fixa pelas cinco empresas responsáveis: Algar, Claro, Oi, Sercomtel e Telefônica. Com o término dos contratos, essas operadoras deixam de ter a obrigação legal de manter a infraestrutura dos telefones públicos.

Segundo a Anatel, os orelhões só devem ser mantidos em localidades onde não há cobertura de celular, e mesmo nesses casos o prazo máximo de permanência será até 2028. Em janeiro, a remoção começará com a retirada de carcaças e aparelhos já desativados das ruas e avenidas.

Os dados mais recentes da Anatel ainda não detalham quantos orelhões estão instalados especificamente no Tocantins ou na capital, Palmas. Entretanto, registros oficiais anteriores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o estado tinha mais de 1.800 telefones de uso público em inventários anteriores, um número que vem caindo nos últimos anos em função do desuso e do processo de desativação gradual.

Durante décadas, os orelhões foram parte essencial do cotidiano dos brasileiros: facilitavam contatos urgentes, eram ponto de encontro e muitas vezes o único meio de comunicação fora de casa. Hoje, com a tecnologia móvel dominando a comunicação, eles se tornaram relíquias urbanas, lembradas com saudosismo por muitas gerações.

A Anatel determinou que, como contrapartida pela desativação dos aparelhos, as empresas devem redirecionar investimentos para expandir as redes de banda larga e telefonia móvel, tecnologias que hoje dominam a comunicação no país.

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