Justiça condena integrantes de grupo ligado ao PCC no norte do Estado a penas de até 26 anos de prisão após investigação do Gaeco
O Judiciário do Tocantins condenou integrantes de um grupo criminoso com atuação em Araguaína e ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), em processo decorrente de investigação do Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Entre os condenados estão Hugo Sérgio Soares Rodrigues, sentenciado a 26 anos e 3 meses de reclusão; Guilherme da Silva, a 22 anos e 1 mês; Alisson Cassio Moura Barreto, a 11 anos e 1 mês; Patrícia Soares de Oliveira, a 10 anos e 6 meses; Breno Pereira da Silva, a 9 anos e 6 meses; e João Vítor Farias Sousa, condenado a 3 anos e 6 meses de reclusão, pena posteriormente substituída por restrições de direitos.
A reportagem do D12News não conseguiu contato com a defesa dos condenados até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação.
A sentença foi proferida no último sábado (4) pela 2ª Vara Criminal de Araguaína e reconheceu a prática dos crimes de organização criminosa, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, a organização criminosa utilizava uma empresa do ramo de comércio de armas, denominada "Complexo das Armas", para ocultar e dissimular recursos provenientes do tráfico de drogas. Conforme demonstrado no processo, a loja funcionava como instrumento para conferir aparência de legalidade ao dinheiro obtido de forma ilícita.
As apurações também identificaram um sofisticado sistema de comercialização de drogas por meio de celulares, conhecido entre os integrantes como "DREX", além da utilização de movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos investigados para viabilizar a lavagem de capitais. A sentença destaca que a organização possuía divisão de tarefas, estrutura organizada e conexão com o PCC, atuando ainda em crimes relacionados ao comércio ilegal de armas e munições.
Segundo o Gaeco, as condenações foram fundamentadas em um conjunto robusto de provas, composto por interceptações telefônicas, análises financeiras, extração de dados digitais, apreensão de drogas, armas, equipamentos utilizados na preparação de entorpecentes e documentos que evidenciaram a estrutura e o funcionamento do grupo criminoso.
O processo referente a Joelson Barbosa Pereira Júnior, apontado nas investigações como líder da organização criminosa, foi desmembrado após a defesa requerer a juntada de novos documentos e será julgado posteriormente.
A decisão ainda cabe recurso. Para o Ministério Público, a condenação representa mais um resultado das investigações conduzidas pelo Gaeco no enfrentamento às organizações criminosas, reforçando a atuação da instituição no combate ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e ao fortalecimento de facções criminosas no Tocantins. (Fonte: MPTO).