Sindicato diz que atendimento do plano de saúde dos servidores pode ser totalmente suspenso por falta de pagamento

Por Dermival Pereira em 05/12/2025 10:35 - Atualizado em 08/12/2025 09:06
ESTADO/TOCANTINS
Sindicato diz que atendimento do plano de saúde dos servidores pode ser totalmente suspenso por falta de pagamento
Foto: Angel Lima/Governo do Tocantins

O Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços de Saúde do Tocantins (Sindesto) notificou extrajudicialmente o Governo do Estado cobrando o pagamento dos serviços prestados ao plano de saúde Servir, responsável pelo atendimento dos servidores públicos estaduais. O prazo final dado pelo sindicato para que o Estado regularize os repasses vence no dia 8 de dezembro, data classificada como “final e improrrogável”.

A tensão em torno do tema vem crescendo entre servidores e familiares que dependem do plano e relatam preocupação com a possível suspensão de atendimentos. A Associação de Assistência Jurídica dos Servidores Públicos do Tocantins (AJUSP-TO) informou que vem cobrando de forma incisiva uma resposta efetiva do Executivo que garanta a normalização dos serviços.

Reunião definiu prazos e possíveis suspensões

Informações extraoficiais as quais a reportagem teve acesso, apontam que durante reunião realizada na última quarta-feira, 3, entre representantes do Sindesto e membros do Governo, foram estabelecidos prazos específicos para quitação das competências atrasadas referentes aos meses de julho, agosto e setembro. Segundo a fonte, teria ficado acordado que:

• Mês 7 (julho): pagamento até sexta-feira, 5 de dezembro.
➤ Caso não seja efetuado, consultas e demais atendimentos eletivos serão suspensos a partir de segunda-feira, 8.

• Mês 8 (agosto): pagamento até sexta-feira, 12 de dezembro.

➤ Sem quitação, atendimentos de urgência e emergência também serão interrompidos.

• Mês 9 (setembro): pagamento até 20 de dezembro.
➤ Se não houver repasse até essa data, haverá suspensão total dos atendimentos.

Segundo o Sindesto, a inadimplência prolongada tornou-se insustentável para hospitais, clínicas e demais prestadores que atendem o plano. O sindicato afirma que a falta de repasses compromete salários, aquisição de medicamentos, manutenção de UTIs, hemodiálise e outros serviços essenciais.

Notificação cita risco de colapso da rede

Na notificação extrajudicial enviada à Secretaria de Estado da Saúde, o Sindesto destaca que, além dos atrasos, houve queda significativa nos pagamentos a partir de setembro, gerando instabilidade financeira em toda a rede privada contratualizada.

O documento enfatiza que os serviços foram prestados regularmente e que a interrupção só ocorrerá por absoluta impossibilidade econômica de manter equipes, insumos e estrutura funcionando sem os repasses devidos.

O sindicato também encaminhou a notificação ao Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Tribunal de Contas do Estado e Tribunal de Contas da União.

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