Três gols, uma vaga e milhares de invejosos: obrigado, Neymar

Por Dermival Pereira em 08/12/2025 11:51 - Atualizado em 08/12/2025 12:43
ESTADO/TOCANTINS
Três gols, uma vaga e milhares de invejosos: obrigado, Neymar
Foto: Divulgação/Santos / Jogada10

Confesso, caro leitor, que já estou experiente em decepções. Torcer para o Santos nos últimos anos é quase um curso intensivo de resiliência emocional. Depois de ver o Peixe rebaixado em 2023, com apenas dois jogadores visíveis em campo (Joaquim e João Paulo, os verdadeiros Vingadores solitários da Vila Belmiro), eu achei que nada mais poderia me surpreender.

Mas aí veio ele: Neymar Jr., o menino da Vila, um dos homens mais comentados do planeta, a figura esportiva que atrai gols e… hordas de haters profissionais.
E é sobre eles — e sobre ele — que precisamos conversar.

As críticas são normais, democrática até. O resto é inveja mesmo. Mas o que fazem com Neymar beira estudo social. Basta abrir qualquer postagem que mencione o nome dele: não importa se foi golaço, treino leve ou foto com a filha — lá estão eles. A ala dos “especialistas” que nunca dominaram nem a quadra da escola, mas que têm doutorado em apontar defeito alheio, comentar vida pessoal e publicar especulações.

E aqui faço uma distinção didática, útil para quem se perde nas emoções:

Inveja: o sujeito não quer que o outro tenha o que conquistou.
Cobiça: o sujeito quer ter também.

Neymar é cercado por uma multidão dos dois grupos. Mas o primeiro… ah, esse é campeão brasileiro, mundial, me ariscaria dizer. São aqueles que veem o brilho do bilionário, o talento absurdo, a carreira monumental e, ao invés de se inspirarem, preferem rosnar.

A real é simples: o jogador Neymar, hoje no Santos, incomoda porque alcançou o que eles nunca conseguiram nem imaginar.


Sou Santista. Dos que gritam alto e comemoram gol abraçando desconhecidos. Então, quando vi Neymar voltar e decidir jogar, mesmo lesionado, eu entendi o que significa amor ao clube. O cara poderia simplesmente não se arriscar. Poderia ficar de boa, se recuperando, viajando ou gravando anúncio bilionário — e não seria criticado por isso.

Mas não.
Ele jogou. Jogou muito.
Deu passes, marcou gols, levantou o astral do time, do estádio e deste colunista aqui que já estava quase desistindo do futebol.

Neymar fez o Santos levantar a cabeça.

E por causa disso o Peixe, que flertava com mais um vexame histórico, não só escapou da Série B como ainda fisgou vaga na Sul-Americana.

Sim, meus amigos: Neymar Jr. salvou o Santos, de novo.

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