Justiça Eleitoral barra divulgação de pesquisa ao governo do Tocantins por falta de transparência nos dados
A Justiça Eleitoral determinou a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Veritá e registrada sob o número TO-06717/2026. A decisão foi proferida na noite desta segunda-feira (8) pela juíza auxiliar Carolynne Souza de Macedo Oliveira, integrante do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO).
A reportagem não conseguiu contato com os responsáveis pelo Instituto Veritá até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestação e eventual posicionamento da instituição. Caso haja retorno, o conteúdo será atualizado.
Além de proibir a divulgação do levantamento, a magistrada determinou que eventual publicação já realizada seja removida imediatamente. Em caso de descumprimento da decisão, foi fixada multa diária de R$ 5 mil.
O pedido de suspensão foi apresentado pela Federação PSDB/Cidadania, que apontou supostas irregularidades na metodologia empregada pelo instituto. Entre os questionamentos levantados pelos advogados da federação estão alegadas inconsistências metodológicas, além da imprecisão e da ausência de indicação adequada de fontes públicas utilizadas para a composição das variáveis relacionadas ao nível econômico e à escolaridade dos entrevistados.
Ao fundamentar a decisão, a juíza destacou a existência de risco de prejuízo ao processo eleitoral diante da divulgação iminente dos dados. Segundo ela, há indícios de que as inconsistências apontadas possam comprometer a transparência e a confiabilidade das informações apresentadas ao eleitorado.
“Figura-se presente o perigo de dano (periculum in mora), pois a divulgação iminente de números estatísticos eivados de inconsistências possui aptidão de causar interferência indevida na higidez do processo democrático e no eleitorado tocantinense, bem como de induzi-lo a erro mediante dados que carecem da devida transparência e rastreabilidade”, registrou a magistrada na decisão.