Empresária apontada como lobista em contrato de R$ 139 milhões das UPAs se apresenta à Polícia; secretária e superintendente seguem presos

Por Dermival Pereira em 15/06/2026 11:16 - Atualizado em 15/06/2026 11:16
ESTADO/TOCANTINS
Empresária apontada como lobista em contrato de R$ 139 milhões das UPAs se apresenta à Polícia; secretária e superintendente seguem presos
Foto: Divulgação

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva, investigada por suposto envolvimento em irregularidades no contrato de R$ 139 milhões para a terceirização da gestão das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas, se apresentou à Polícia Civil na manhã desta segunda-feira (15). As informações sobre a apresentação e prisão da investigada foram divulgadas inicialmente pelo G1 Tocantins e confirmadas pelo D12News.

Cláudia estava sendo considerada foragida desde o último dia 10 de junho, quando a Divisão Especializada de Repressão à Corrupção (Decor) deflagrou uma nova fase da Operação Falsa Emergência. Na mesma ação, foram presos a secretária municipal de Saúde, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, que permanecem detidos.

Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, a empresária é apontada como uma possível ligação entre os responsáveis pela contratação e a entidade beneficiada pelo acordo milionário. Cláudia teria atuado diretamente nas tratativas relacionadas ao contrato firmado entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semus) e a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, organização selecionada para assumir a gestão das UPAs Norte e Sul da Capital.

O Ministério Público sustenta que Cláudia se apresentava como representante da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba durante o processo de contratação. A instituição, no entanto, nega que ela possua qualquer vínculo formal ou autorização para atuar em seu nome.

O advogado da empresária informou que ainda não teve acesso aos autos da investigação e, por isso, não se manifestará sobre as acusações neste momento.

As defesas da secretária Dhieine Caminski e do superintendente Andreis Vicente da Costa informaram que protocolaram pedido de habeas corpus na última sexta-feira (12) e obtiveram decisão liminar garantindo acesso ao conteúdo do processo. Os advogados aguardam a análise dos documentos para se posicionarem oficialmente sobre as prisões.

Em nota, a Santa Casa de Misericórdia de Itatiba afirmou que não é alvo da atual fase da Operação Falsa Emergência.

Já a Prefeitura de Palmas informou, por meio da Procuradoria-Geral do Município, que acompanha o caso e aguarda acesso às informações oficiais constantes nos autos para se manifestar sobre a investigação.

Nota da Prefeitura de Palmas

"A Prefeitura de Palmas, por meio da Procuradoria-Geral do Município, informa que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.

A secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, e o superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa, foram autorizados pela Justiça para serem conduzidos para o Batalhão do Comando Geral da Polícia Militar até audiência de custódia.

As ações da Secretaria de Saúde seguem normalmente, sem prejuízos à população, inclusive no atendimento das Unidades de Pronto Atendimento Sul e Norte."

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