Secretária de Saúde de Palmas e servidor são presos em operação que apura possíveis irregularidades em contrato de terceirização das UPAs

Por Dermival Pereira em 10/06/2026 11:31 - Atualizado em 10/06/2026 11:31
ESTADO/TOCANTINS
Secretária de Saúde de Palmas e servidor são presos em operação que apura possíveis irregularidades em contrato de terceirização das UPAs
Secretária de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski foi presa na manhã desta quarta-feria — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

A secretária municipal de Saúde de Palmas, Dhieine Caminski, foi presa na manhã desta quarta-feira (10) durante uma operação da Polícia Civil do Tocantins que investiga possíveis irregularidades relacionadas ao contrato de terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) Norte e Sul da Capital.

Segundo apuração da reportagem, um servidor da Secretaria Municipal de Saúde também foi preso. Além disso, uma empresária apontada pelos investigadores como lobista e que teria atuado nas negociações envolvendo o contrato é considerada foragida e está sendo procurada pelas forças de segurança. Os nomes dos demais investigados não foram divulgados oficialmente.

Procurada pela reportagem, a Prefeitura de Palmas, disse em nota, por meio da Procuradoria Geral do Município, que acompanha o caso e aguarda o acesso às informações oficiais dos autos para se manifestar.

A reportagem tenta contato com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba. O espaço permanece aberto para manifestação dos citados. Assim que houver retorno, esta matéria será atualizada.

A investigação tem como foco o processo de terceirização da gestão das duas UPAs da Capital, que passou a ser executado em março de 2026. O contrato investigado foi firmado durante a gestão do prefeito Eduardo Siqueira Campos (Podemos). À época, a Prefeitura de Palmas anunciou a contratação da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba por meio de um contrato estimado em R$ 139 milhões.

O caso já vinha sendo alvo de questionamentos e medidas judiciais. No fim de maio, a Polícia Civil deflagrou a Operação Falsa Emergência, que resultou no cumprimento de dez mandados de busca e apreensão contra servidores públicos e pessoas ligadas ao processo de contratação.

O contrato chegou a ser suspenso por decisão da Justiça do Tocantins após questionamentos sobre a legalidade do procedimento. Posteriormente, a medida foi revertida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a continuidade da execução dos serviços.

As prisões desta quarta-feira representam um novo desdobramento das investigações conduzidas pela Polícia Civil. Até o momento, a corporação não divulgou detalhes sobre os elementos que fundamentaram os mandados de prisão nem quais crimes estão sendo atribuídos individualmente aos investigados.

A expectativa é que novas informações sejam divulgadas pelas autoridades ao longo do dia. O caso segue sob investigação.

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