Três ex-governadores do Tocantins entram na disputa eleitoral deste ano; veja quem são e o peso político de cada um
Três ex-governadores do Tocantins devem marcar presença nas eleições deste ano, disputando cargos diferentes, mas apostando no capital político acumulado durante suas passagens pelo Palácio Araguaia. São eles Sandoval Cardoso (SD), Mauro Carlesse (PSD) e Carlos Henrique Gaguim (União Brasil).
Sandoval Cardoso e Mauro Carlesse são pré-candidatos a deputado federal, enquanto Carlos Gaguim pretende disputar uma das duas vagas abertas ao Senado Federal.
Os três têm trajetórias semelhantes no comando do Executivo estadual. Sandoval Cardoso assumiu o Governo do Tocantins em 2014, após a renúncia do então governador Siqueira Campos e de seu vice, João Oliveira. Já Carlos Gaguim e Mauro Carlesse chegaram ao cargo após cassações de Marcelo Miranda.
Gaguim assumiu o governo em 2009, depois da cassação de Marcelo Miranda pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele permaneceu no cargo até 2010, quando disputou a reeleição, mas acabou derrotado nas urnas para Siqueira Campos.
Situação semelhante ocorreu com Sandoval Cardoso, que governou o Estado entre 2014 e 2015 após assumir o mandato tampão, mas também não conseguiu se reeleger no pleito seguinte e desde então não concorreu mais a nenhum cargo eletivo.
Apesar disso, ambos ainda mantêm reconhecido capital político no Tocantins. Carlos Gaguim, por exemplo, segue ativo na política estadual e atualmente exerce mandato de deputado federal, posição que reforça sua base eleitoral e o coloca novamente na disputa, desta vez mirando uma vaga no Senado.
Já Mauro Carlesse tem como trunfo o fato de ter sido o mais recente entre os três a governar o Tocantins e também o único a conquistar a reeleição em um mandato tampão.
Carlesse chegou ao Governo em 2018, após nova cassação de Marcelo Miranda pela Justiça Eleitoral, e posteriormente venceu a eleição suplementar para o mandato até 2022. Na ocasião, foi reeleito com 490.461 votos, o equivalente a 75,14% dos votos válidos, contra 24,86% de Vicentinho Alves (PR), que recebeu 121.908 votos.
O resultado expressivo nas urnas é visto por aliados como um indicativo do forte capital político construído à época, além da rede de apoiadores formada durante sua passagem pelo Palácio Araguaia — base que, segundo analistas políticos, ainda pode influenciar o cenário eleitoral deste ano.
Com trajetórias marcadas por mandatos assumidos em momentos de crise institucional e pela experiência no comando do Estado, os três ex-governadores voltam agora ao debate eleitoral tocantinense buscando novos espaços de representação política.